Como o Nexus v1 funciona
TL;DR: o Nexus transforma um objetivo em um plano versionado, permite revisar esse plano visualmente, exige uma autorização explícita para iniciar execução e só conclui uma Mission quando o trabalho possui evidência suficiente para atingir
COMPLETED_VERIFIED.
1. O modelo em uma frase
Objetivo → Composer → WorkPlan → Flow → GO → MissionRunner → Agents → Evidências → COMPLETED_VERIFIED
O Nexus é o control plane e runtime operacional. Ele mantém projetos, identidades de Agent, runtimes, providers, workspaces, planejamento, execução, evidências e recuperação.
O Maestro é uma integração opcional para método, skills, risco e gates. Ele não substitui o runtime do Nexus e não cria uma segunda máquina de estados.
2. Três profundidades de uso
O produto não obriga toda tarefa a passar pela orquestração completa.
| Necessidade | Caminho recomendado | Custo de coordenação |
|---|---|---|
| alteração pequena, debugging, exploração | Direct | mínimo |
| objetivo ainda precisa de clareza | Composer | baixo |
| dependências, múltiplos agentes, longa duração, gates | Flow + Mission | controlado |
Direct
Project → AI Session → Provider → Terminal
É o caminho mais rápido. Não exige Composer, Flow, Mission ou Maestro.
Composer
Composer refina o objetivo e produz um PromptArtifact estruturado. Ele
combina contexto explícito do usuário, inteligência do projeto e memória
durável sem transformar tudo em um prompt gigante.
Flow
Flow é a projeção visual do WorkPlan canônico. Ele permite revisar fases, packages, dependências, paralelismo e alocação de Agents. Não existe um “segundo plano” escondido na UI.
Mission
Depois do GO explícito, a revisão aprovada é congelada e o
MissionRunner executa o plano de forma durável.
3. Fontes de verdade
| Objeto | Responsabilidade |
|---|---|
PromptArtifact | intenção refinada e contexto compilado |
WorkPlan | plano semântico e versionado |
Flow | projeção visual/editável do WorkPlan |
MissionRun | instância de execução durável |
PackageRun | unidade efetivamente executada |
ContextCapsule | handoff limitado de contexto |
WorkReceipt | resultado e evidência de uma package |
| Evidence Bundle | conjunto de evidências da Mission |
4. O que acontece ao pressionar GO
- O Nexus valida que a revisão aprovada pode ser executada.
- A revisão do plano fica associada à Mission.
- Cada package recebe dependências, requisitos, gates e política de recurso.
- O
ResourceSchedulerescolhe provider/perfil/modelo elegíveis. - O Agent recebe um prompt versionado e contexto limitado.
- O runtime executa, testa, revisa e verifica.
- Falhas podem produzir retry, remediation, replan ou intervenção humana.
- O estado é persistido entre reinícios.
- A Mission só termina quando o Definition of Done global é satisfeito.
5. Agents não são providers
Um Agent é uma identidade persistente. Provider e modelo são recursos de execução.
Agent
├─ AgentSpec
├─ AgentRevision
└─ RuntimeGeneration
└─ ProviderSession
Isso permite preservar papel, histórico e continuidade operacional mesmo quando um novo runtime é criado ou o scheduler seleciona outro recurso compatível.
6. Coordenação dinâmica
Durante uma Mission um Agent pode precisar de informação, artefato, revisão ou trabalho delegado. A comunicação não vira uma malha peer-to-peer livre.
Operações v1:
NEED_INFOARTIFACT_REQUESTREVIEW_REQUESTDELEGATE
Toda solicitação passa pelo MissionRunner. O Nexus tenta reutilizar memória,
artifacts e receipts antes de criar nova execução. Quando trabalho novo é
necessário, ele vira uma child package rastreável.
Leia Coordenação entre Agents.
7. Evidência antes de sucesso
O Nexus não considera uma tarefa concluída somente porque um modelo disse “done”.
A conclusão pode depender de:
- comandos de verificação;
- testes automatizados;
- revisão independente;
- artifacts esperados;
- critérios de aceite;
- ausência de intervenção pendente;
- Definition of Done global.
UNKNOWN não é convertido em sucesso.
8. Recovery e restart
Estado crítico é durável. Após restart, o Nexus reidrata a Mission, receipts, capsules, dependências e lineage antes de decidir o próximo passo.
Operações externas com resultado desconhecido são tratadas de forma fail-closed. O Nexus não repete cegamente um dispatch que pode ter produzido side effects.
9. Segurança
Os limites de autonomia são definidos pelo AutonomyContract, worktrees,
isolamento do provider e validação pós-execução.
Exemplos de controles:
- padrões de arquivos permitidos;
- proibição de Git destrutivo;
- push/deploy negados por padrão;
- rede, secrets e paid services negados quando o contrato exige isolamento;
- reviewers/investigators read-only;
- retries e no-progress limitados;
- intervenção humana tipada.
Leia Guardrails e segurança da execução.
10. Quando usar Maestro
Use Maestro quando quiser adicionar ao Nexus:
- metodologia;
- skills reutilizáveis;
- classificação de risco;
- critérios e gates;
- políticas de revisão/verificação.
Sem Maestro, Direct, Agents, Composer, Flow e Mission continuam pertencendo ao Nexus e devem permanecer operacionais.